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Com a pandemia do novo coronavírus, algumas medidas foram adotadas para conter o número de infectados e evitar o colapso imediato do SUS. No entanto, essas medidas estão causando um impacto muito negativo sobre a economia.

De fato, a exigência de fechamento do comércio e de fábricas teve como efeito não somente o aumento das falências, como também o crescimento rápido do número de desempregados. A crise teve impactos, ainda, sobre as exportações.

Com o intuito de falar mais sobre esse assunto, explicamos como a pandemia de COVID-19 afeta a economia brasileira. Mostramos como os principais âmbitos da atividade econômica nacional estão sendo prejudicados pelo COVID-19. Veja!

 

queda na economida pandemia

 

A economia brasileira na pandemia e o impacto sobre as exportações

 

Antes de qualquer coisa, vamos falar sobre os impactos do coronavírus sobre as exportações brasileiras, haja vista que estes já começaram a ser sentidos antes da quarentena.

Impactos nas exportações nos primeiros surtos

De fato, já em fevereiro, o Governo Federal anunciava uma queda de 3% nas exportações.

Isso se deu no momento em que o surto de COVID-19 se concentrava na China, sendo este país o mais importante parceiro comercial do Brasil.

Impactos nas exportações durante a pandemia

“Com a disseminação do vírus pelo mundo, as estimativas revelam quedas mais abruptas, que podem chegar a 8,3% em relação ao desempenho de 2019.”

Essa projeção é baseada em um estudo realizado pela Confederação Nacional da Indústria, que revela ainda uma diminuição das exportações da ordem de 56 milhões de toneladas de produtos.

Isso significa uma queda de pelo menos 11% na quantidade de produtos exportados, em comparação com 2019.

Diminuição da demanda na América Latina

O cenário estipulado pela CNI tem se confirmado depois da implementação das medidas de isolamento social em outros países da América Latina.

Esses países são importantes compradores de produtos manufaturados brasileiros, mas a queda no consumo devido à quarentena reduziu de maneira significativa a demanda.

Petróleo, minério de ferro e soja

Outro fator que pode agravar ainda mais os efeitos da pandemia sobre as exportações brasileiras é a queda no preço do petróleo e a redução na demanda pelo minério de ferro.

Por outro lado, as exportações de soja brasileira continuam tendo um bom desempenho.

 

A fuga de capitais e seus impactos na economia brasileira

 

Na realidade, os investidores já vinham retirando dinheiro do Brasil desde os primeiros sinais de instabilidade econômica e política, os quais se evidenciam desde o início da crise política.

Com as medidas sanitárias adotadas em todos os estados da federação e as perspectivas pessimistas no que concerne à recuperação econômica, o risco de investimentos no Brasil se tornou muito alto.

De fato, o país passou a ser classificado pelos investidores como volátil. A longo prazo, a perspectiva é de que o Brasil tenha muita dificuldade em sair da crise econômica pós-pandemia.

Essa incerteza está acelerando a fuga de capitais e se reflete também na desvalorização da moeda nacional frente ao dólar.

Para que se tenha uma ideia da gravidade desse processo, a maior bolsa de valores da América Latina, a B3, teve uma perda de cerca de metade do seu valor desde o começo de 2020.

Ademais, não há perspectivas sobre o retorno desses investidores ao portfólio de investimentos nacional.

Um dos fatores que mais impulsionou a redução da confiança na economia brasileira durante a pandemia é a estimativa sobre o aumento abrupto do déficit orçamentário.

De fato, o Ministério da Economia projeta um déficit primário de R$ 540 bilhões durante a pandemia.

Antes da pandemia, a reforma da Previdência trouxe algum alento a alguns investidores com a possibilidade de uma arrecadação de US$ 200 bilhões.

Por outro lado, esse valor pode ser inferior ao que deve ser gasto para minimizar os efeitos da pandemia sobre a economia nacional.

 

Quedas na arrecadação de estados e municípios durante a pandemia

 

Com o comércio fechado e as pessoas em casa, o consumo teve uma queda acentuada nos primeiros três meses da pandemia.

A economia de algumas prefeituras já se encontra quase colapsada. Com isso, pode haver problemas para o pagamento de benefícios garantidos em lei, tal como o 13º salário de funcionários.

Os reajustes do funcionalismo público também devem ser congelados, haja vista a falta de dinheiro nos cofres públicos.

Para que se possa ter uma dimensão das perdas ocasionadas durante a pandemia, o município de Maceió relata uma redução de mais de 30% na arrecadação.

Na cidade de Salvador, as perdas nas receitas do município foram de R$ 40 milhões, o que corresponde a uma diminuição de cerca de 18%.

Os estados também devem sofrer os impactos das medidas adotadas contra o coronavírus.

O governo do Rio Grande do Sul, por exemplo, estima perdas da ordem de R$ 750 milhões em arrecadação de impostos.

 

os desafios da economia pós pandemia

Os desafios da economia diante da pandemia

 

Assim, podemos concluir que a pandemia coloca o Governo à prova, exigindo um conjunto de medidas socioeconômicas para reduzir os impactos financeiros e sociais que já se evidenciam e que terão sérios desenvolvimentos futuros.

De fato, as perspectivas mais pessimistas estimam uma queda de até 10% do PIB nacional. Isso significa dizer que a economia brasileira pode levar anos para se recuperar do momento pelo qual passamos.

 

E você, tem mais informações obre o impacto da pandemia sobre a atividade econômica nacional? Compartilhe seu conhecimento!

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